A
Associação dos Pintores com
a Boca e os Pés, fundada em 1956 em
Liechtenstein por Erich Stegmann, tem providenciado,
por mais de 40 anos, uma vida independente
para artistas que não têm o uso
de suas mãos.
Todos os membros dessa sociedade internacional
são incapacitados de pintar usando
suas mãos, e todos são beneficiados
com a satisfação em poder ganhar
seu próprio sustento, independente
de caridade. Uma vez que se tornam "membros"
( sócios ), seu trabalho deve ser de
um padrão que possa competir em estética
e base comercial com os trabalhos de artistas
convencionais. Uma vez aceitos como membros,
é garantida a eles uma renda substancial
por toda a vida, mesmo se forem incapacitados
de continuar a pintar. Isso é providenciado
através da renda derivada da venda
de seus trabalhos como: cartões, calendários
e outros.
A renda das vendas também provê
bolsas para pintores com a boca ou com os
pés, que primeiramente não podem
atingir os padrões exigidos de um "membro",
assim suas habilidades podem ser desenvolvidas
e encorajadas. Além disso, subvenções
são feitas para equipamentos especiais
e tratamento em algumas circunstâncias.
Essa cooperativa mundial única é
gerenciada e administrada sob o controle e
supervisão de seus membros, todos artistas
sem o uso de suas mãos.
A Associação conta com mais
de 500 membros em mais de 60 países,
e não faz distinção alguma
entre nacionalidade, raça e crença.
Atualmente, há 10 pintores no Brasil,
e a Associação procura ativamente
por novos estudantes e membros.
Todos os artistas recusam caridade, preferindo
reter seu respeito próprio competindo
em termos iguais com artistas normais; eles
fazem de tudo para assegurar que sua Associação
seja entendida como um trabalho, um negócio,
e que não seja confundida com entidades
filantrópicas, colorindo assim a apreciação
pela sua arte por sentimento.
Vários artistas membros têm tido
seus trabalhos aceitos em exposições
internacionais e ganham medalhas e outras
honras por realizações artísticas
e acadêmicas.
O sucesso das vendas de seus produtos num
mercado altamente competitivo, ajuda a assegurar
aos artistas um estilo de vida independente
que realça a atividade do seu trabalho
criativo, livre de preocupação
financeira. Para esse fim, os artistas possuem
sua própria empresa de edição,
ou indicam editores para produzir, distribuir
e vender os produtos característicos
de seu trabalho.
Eles também têm especialistas
financeiros e legais para cuidar de seus assuntos,
e têm sido bem sucedidos em manter os
custos de administração abaixo
de 7% da renda das vendas.
Para serem reproduzidos, os trabalhos são
inteiramente selecionados com base no potencial
de vendas artístico, e não nas
necessidades dos artistas a fim de contribuir
com a renda da sociedade em qualquer ano.
Dr. Richard Hiepe,
um eminente historiador da arte, disse uma
vez:
"Essa Associação
se classifica entre uma das mais audaciosas
aventuras sociais do nosso tempo. Não
muito tempo atrás, tais pintores
eram meramente ditos como maravilhas raras
ou como exemplos singulares de suas próprias
conquistas heróicas. Só recentemente,
e com as atividades da Associação
dos Pintores com a Boca e os Pés
e seu trabalho, é que isso se tornou
um conceito geral."
"Um tem que suportar
o caminho que conduz para suas criações
- a aflição física
e emocional pela qual eles se levantam.
Geralmente a perda das mãos não
é o único infortúnio:
doenças e sofrimento freqüentes
pelos quais o mundo saudável tem
apenas um conceito, constantemente acompanham
sua existência. O trabalho artístico
é uma liberação para
aqueles que são tão aflitos.
Pela virtude do seu trabalho, os artistas
se tornam seres novos e integrados..."
"A Associação
faz com que os artistas sejam independentes
de toda a miséria da caridade publicamente
conduzida. Mas, mais significante que isso,
os inspira com a consciência de uma
vida construtiva adquirida através
do esforço pessoal e da construção
de uma existência independente. Eles
realizam isso através da sua arte
- mais uma vez com sua vida em suas próprias
mãos". |